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A linguagem digital na criação de novas palavras

Nos últimos anos, especialmente durante e após a pandemia de COVID-19, passou a circular com mais força no debate público brasileiro o termo “anti-ciência”. Ele é usado para se referir a discursos e atitudes que rejeitam ou desvalorizam o conhecimento científico e as orientações baseadas em evidências, como vacinas e pesquisas na área da saúde.


Como vocês podem perceber, trata-se de um termo que passou a fazer parte do nosso cotidiano e das discussões que acompanhamos nos meios de comunicação.


A palavra ganhou destaque em falas políticas, como em um tweet do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no qual ele menciona os “vírus da anti-ciência e do desprezo pela vida humana”.



Nesse tipo de uso, o termo funciona como uma forma rápida de nomear um conjunto de posicionamentos contrários à ciência, facilitando a identificação de um fenômeno social que se tornou bastante visível nos últimos anos.


Percebam como o uso…


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ENTENDENDO OS NEOLOGISMOS POR DERIVAÇÃO SUFIXAL

Olá, pessoal!

Vocês já perceberam como a nossa língua é legal? A gente faz um "puxadinho" numa palavra, cola outra nela e pronto: nasceu um termo novo do zero.

Vamos entender melhor sobre esse fenômeno que existe há um bom tempo e chegou para ficar!!

O que são Neologismos?

Os Neologismos são, a grosso modo, palavras novas. Palavras que surgem para nomear coisas que as palavras que já existem, sozinhas, não são capazes. Mas como essas palavras novas são "fabricadas"?      


   Bom, são vários os modos como a língua se organiza na formação dos neologismos. Uma palavra já existente pode ser cortada e ter um pedacinho novo adicionado, duas palavras que já existem podem se juntar, uma palavra de outra língua pode ser "abrasileirada".


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Do mármore ao feed: como a composição neoclássica ainda molda nossa comunicação

Olá, pessoal!



Hoje falaremos um pouco sobre a composição de bases presas, também chamada de composição neoclássica. O assunto é muito importante nos estudos de morfologia e é um componente necessário para aprender sobre a formação e composição das palavras. Utilizaremos os estudos de Gonçalves (2011), de Alves (2004) e de Jesus (2025), os quais contribuirão bastante para entendermos as ideias que o assunto apresenta.


Dito isso, primeiro precisamos conceituar o que seriam as tais composições por bases presas – ou neoclássicas – e aí, o professor Carlos Gonçalves diz que elas acontecem em várias línguas diferentes e fazem parte de um processo usado na formação dos chamados “internacionalismos”, que seria quando a gente usa palavras ou termos mais técnicos e científicos com uma parte da palavra sendo de origem grega ou latina e podendo ser reconhecida no mundo todo. Como exemplo, aqui no Brasil a gente fala biologia, mas…



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A morfologia existente entre nós: já pensou no quanto a derivação prefixal e sufixal está presente no seu dia a dia?

No dia a dia utilizamos diversas palavras, mas nunca paramos para pensar suas origens ou como são formadas, quais elementos fazem parte da composição daquele termo. Quando dizemos para um amigo “Infelizmente não vou conseguir ir hoje”, ou quando assistimos a uma novela e o amigo da protagonista faz algo e pensamos “Cara, que deslealdade” ou até mesmo no trânsito quando um carro passa na frente e então comentamos “ele fez uma ultrapassagem muito arriscada”, estamos usando palavras que compõem um fenômeno que faz parte de um estudo: a morfologia.


Para uma rápida contextualização, a caso algum leitor ter caído de paraquedas nesse post, a morfologia, na linguística, é uma área que estuda as palavras, suas estruturas, formações e até mesmo as flexões, que conhecemos como variação de palavras. Dentro da morfologia temos alguns fenômenos linguísticos, um deles chamado de formação de palavras onde se criam termos a partir de…


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Menos letras, mais agilidade: como o truncamento cria neologismos no português digital

Você já reparou como a gente encurta as palavras o tempo todo? No Twitter/X, no Tiktok, no WhatsApp ou até numa conversa rápida, formas mais curtas vão surgindo e todo mundo entende. 


Esse fenômeno não é “erro”, nem preguiça linguística: é um processo de formação de palavras bastante produtivo no português contemporâneo, chamado truncamento.


Nesse texto, vamos explicar o que é esse tal “truncamento”, como ele funciona e por que ele é tão comum hoje em dia, na era digital. Assim, vamos observar neologismos reais, circulando em redes sociais, para mostrar o processo em funcionamento e alguns antigos que foram introduzidos à língua.


Afinal, o que é truncamento?

O truncamento é um processo em que uma palavra nova surge a partir da redução de uma palavra maior. A palavra continua reconhecível, mas aparece “cortada”, truncada! Mesmo assim, ela funciona plenamente como palavra e com sentido próprio. 


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Cruzamento Vocabular - Gustavo Katsilis e Sérgio Ferreira

Para entender de maneira plena o que é o processo de cruzamento vocabular, precisamos fazer uma distinção breve entre neologia e neologismo. Para a morfologia construcional, a neologia é o processo de criação de novas unidades lexicais (ou seja, palavras!) enquanto o neologismo nada mais é do que o fruto desse processo. Existem inúmeros processos neológicos na língua enquanto mecanismo, como as derivações sufixais e as derivações prefixais. Mas, deixando-as de lado, vamos nos aprofundar sobre o processo de cruzamento vocabular: como ele funciona? quais são os exemplos práticos de neologismos atravessados por esse processo na língua portuguesa? 


Cruzamento vocabular é um processo de formação de palavras que consiste na fusão de duas bases. Como nos exemplos abaixo:

Franglês seria a junção de francês com inglês, processo morfológico semelhante ao famigerado “Portunhol” que seria a junção de português com espanhol. Descolixo, por sua vez, é a junção das palavras “descolado + lixo”. Costuma-se ocorrer perda fonética…

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sergio.ferreira
sergio.ferreira
17 de fev.

Para complementar o Blog, na falta das Referências, publico as mesmas abaixo:

Referências:

ALVES, Ieda Maria. Neologismo: criação lexical. São Paulo: Ática, 1990.

BASÍLIO, Margarida. Formação e classes de palavras no português do Brasil. São Paulo: Contexto, 2010.

ROCHA, Luiz Carlos. Estruturas morfológicas do português. São Paulo: WMF Martins Fontes, 2008.

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Quando duas palavras se juntam e a internet agradece: a composição de bases livres na era digital

Alguém aqui já pensou em como novas palavras surgem na língua portuguesa? 🤔


Um dia você nunca tinha ouvido falar em mãe-pet. No outro, está lá: em memes, em reportagens ou em comentários no twitter. O mesmo acontece com robo-táxi, bolsa-maternidade, vale-alimentação


Coincidência? Não. Criatividade da língua.


Essas formações são exemplos de um processo chamado composição de bases livres, uma das estratégias mais produtivas da língua portuguesa para criar neologismos. E a internet virou o terreno perfeito para isso.


Mas afinal, o que é composição de bases livres? ✏️


Na morfologia nós chamamos de composição o processo de formação de palavras a partir da combinação de duas bases. Quando essas bases já existem como palavras independentes na língua (formas livres), temos a chamada composição de bases livres.


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Quando um pedacinho de palavra vira moda: Splinters - Ana Clara Erlacher e Nayara dos Santos Silva

Entendendo os splinters


Se você parar para observar o jeito que a gente fala hoje em dia, principalmente na internet, vai perceber um fenômeno curioso, várias palavras novas parecem seguir a mesma “fórmula”.


E-mail, e-book, e-commerce.

Chocotone, panetone, frangotone.

Criptomoeda, criptolândia, criptoeconomia.


Nada disso surgiu por acaso. Existe um padrão aí. E esse padrão tem nome: splinter.


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Morfologia do Fim do Mundo

Derivação Parassintética: O "Tudo ou Nada" das Palavras

Você já parou para pensar em como novas palavras surgem na nossa língua? Às vezes, o processo é como montar um brinquedo de LEGO, onde vamos encaixando peças. Hoje, vamos falar de um jeito bem específico e curioso de criar palavras, a derivação parassintética.


Pode parecer um nome complicado clássico de uma aula de gramática, mas a ideia por trás é bem simples de entender. Vamos lá? O que é a Derivação Parassintética?


De forma simples, a derivação parassintética acontece quando adicionamos um prefixo, partícula  que vem na frente da palavra, e um sufixo, partícula que vem no final da palavra, em uma base fixa ao mesmo tempo. 


A grande diferença aqui é a simultaneidade. Imagine que o prefixo e o sufixo são como um pacote fechado ou uma venda casada, Deus me livre! E quando digo casada quero dizer casada mesmo, afinal,…


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